Quem ficará no barco?

26 de janeiro de 2020 0 Por Jonas Filho

O processo de escolha de candidatos em Caxias sempre acontece em abril, logo após a semana santa. Sempre foi assim ao longo da história política da cidade. Dessa vez a capacidade de “articulação” de Fábio Gentil parece ter resultado num efeito insatisfatório. Todos sabem que o sonho de Fábio Gentil é ocupar o espaço político dos Marinhos que o elegeram nas últimas eleições municipais juntamente com o PT, Catulé, Catulé Júnior e outras forças menores. Sem esses, Fábio Gentil jamais seria prefeito, isso é a opinião unânime da cidade. Ocorre que no afã de destruir ou matar de vez Paulo Marinho, a estratégia foi atrair para a Prefeitura os adversários e inimigos de Marinho, que sempre estiveram no campo político dos Coutinho, alguns deles com longo histórico de falsificação de documentos e processos contra Paulo Marinho, para inviabilizar o ex-prefeito e tirá-lo da política. Nos últimos meses muitas foram as manobras nesse sentido. Em Brasília, um advogado foi contratado a peso de ouro para prejudicar PM. Em São Luís, o escritório de um advogado que recebe pela Prefeitura agiu no TJ para atrapalhar Paulinho. O objetivo do Cabeludo e seus “novos” aliados era um só: afastar a indesejável companhia dos Marinho e içar a vela do barco da política caxiense sozinho. A lotação do barco já se fazia completa. O clã Marinho se quisesse teria que nadar bastante contra a maré para chegar em terra firme e tentar sobreviver.

Faltava apenas uma pessoa no barco: Rubens Pereira . O Rubão cujo filho foi votado por Cleide Coutinho em Caxias nas últimas eleições e aqui teve cerca de 13 mil votos em 2018. Trazer Rubão seria o xeque mate. Uma reunião com Rubão em São Luís e um acordo selado em Matões, cidade natal de Rubens Pereira, selou a estratégia do Cabeludo que assim matava dois coelhos. Um, “finalizava” os Coutinho, dois, dava o tiro de misericórdia em Paulinho, abrindo caminho para ocupar a futura vaga de deputado federal. Eis que em política como diz o velho PM “o óbvio nunca é seguro”. Revoltados com a aproximação do Cabeludo com Rubão, os Coutinho resolveram ‘imitar” os Marinho, que nas últimas eleições deixaram de eleger Paulinho prefeito, sempre na frente de Fábio nas pesquisas, para eleger um representante da família Gentil. Agora os Coutinho fazem o mesmo, entregam a cabeça de chapa ao governador Flávio Dino e indicam a vice. Mais uma vez o processo político volta as mãos dos Marinho. Fiel da balança em qualquer circunstância, Paulinho que devera assumir o mandato e renunciar a vice em breve poderá ser prefeito, se assim o quiser. Fábio Gentil a partir de agora vai sentir seu barco esvaziar. A cada dia que passar, menos um marinheiro estará lá no seu governo. Em mar de tempestade cada um procura salvar sua própria vida. Na política também é assim…


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